SP vai vacinar 13 milhões de pessoas contra nova gripe
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A Unisa (Universidade de Santo Amaro) participará no próximo dia 27 de fevereiro da Virada da Saúde. O evento ocorrerá no Parque do Ibirapuera em São Paulo, das 14 às 17 horas, e é organizado pelos Conselhos de Saúde do Estado de São Paulo. O cantor e compositor Zeca Baleiro fará um show especial para o encontro.
A primeira etapa da campanha começou no dia 8 de março, para 704,7 mil profissionais da área da saúde e 4,6 mil moradores de aldeias indígenas, e vai até o dia 19.
Os profissionais de saúde a serem vacinados são aqueles que trabalham em serviços de saúde, envolvidos diretamente na resposta à pandemia, em 6,4 mil serviços de saúde do Estado, público, privados e conveniados, entre hospitais, pronto-socorros, Unidades Básicas de Saúde, ambulatórios e unidades de Saúde da Família, entre outros.
Seguindo as diretrizes do Ministério, deverão receber a vacina médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, recepcionistas, pessoal de limpeza e segurança, motoristas de ambulância, equipes de laboratório e profissionais que atuam em investigação epidemiológica.
A vacinação dos profissionais de saúde ocorrerá no próprio local de trabalho dos profissionais. A Secretaria irá encaminhar as doses aos municípios, que ficarão encarregados de organizar a campanha localmente. Já a imunização da população indígena será feita diretamente nas aldeias, em parceria com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde).
Etapas
A segunda fase da vacinação contra a nova gripe, que começa em 22 de março, incluirá as gestantes, crianças a partir de seis meses e menores de dois anos de idade e os portadores de doenças crônicas, asmáticos graves, diabetes, pessoas imunodeprimidas, cardiopatas e portadores de doenças respiratórias crônicas, dentre outros.
As gestantes poderão ser vacinadas entre 22 de março e 7 de maio. Já a vacinação para crianças de seis meses a dois anos e para os portadores de doenças crônicas terminará em 2 de abril.
Na terceira etapa da campanha, que ocorrerá entre os dias 5 e 23 de abril, será vacinada a população paulista de 20 a 29 anos de idade. E de 24 de abril a 7 de maio receberão a vacina contra a gripe A H1N1 os idosos com 60 anos ou mais portadores de doenças crônicas. Os demais idosos irão tomar a vacina contra a gripe comum (sazonal). E por último, de 10 de maio a 21 de maio serão vacinadas as pessoas de 30 a 39 anos.
Mãe Paulistana prevê 60 mil nascimentos até junho
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Há quatro anos, a situação das mulheres gestantes em São Paulo vem sendo mapeada e conhecida pela rede pública de saúde. Esta iniciativa permitiu a projeção do número de partos a serem realizados em cada região da cidade. Até junho deste ano, a Rede de Proteção à Mãe Paulistana prevê o nascimento de 56.842 crianças. As regiões com maior número de partos são a leste e a sul, com 15.716 e 15.541, respectivamente. O centro-oeste aparece com a menor expectativa de nascimentos, para onde estão previstos 4.849 partos. Em São Paulo, são feitos mensalmente 10 mil partos, em média.
Esse controle foi possível graças ao programa Mãe Paulistana, implantado em março de 2006, responsável, desde então, por mais de 400 mil nascimentos e pela distribuição de mais de 350 mil enxovais. A saúde da mulher passou a ser monitorada, sobretudo no período gestacional, bem como a dos bebês nascidos nas maternidades paulistanas. Quando foi criado, menos de 10% das gestantes voltavam ao médico após dar à luz. Hoje, todas que realizam teste de gravidez nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) são inscritas para fazer pré-natal, exames laboratoriais e ultrassom. Destas, 75% retornam à consulta, o que facilita a prevenção de complicações pós-parto. As mulheres que se inscrevem no programa Mãe Paulistana realizam, em média, sete consultas durante a gravidez, e 80% delas levam seus filhos para a primeira visita ao pediatra.
"O mapeamento foi o grande avanço que permite melhorar o atendimento de saúde em São Paulo. Para a mulher, significa tranquilidade de saber que há hospital, exames e assistência garantidos antes, durante e depois do parto", diz Maria Aparecida Orsini de Carvalho, coordenadora-geral do Mãe Paulistana. Ela destaca também os cuidados com a saúde do bebê durante o primeiro ano de vida, o que auxilia na prevenção de doenças. Segundo estudos realizados pelo Programa, no período de quatro anos, aproximadamente 50 mil mulheres enfrentariam dificuldades para dar à luz em São Paulo, se não houvesse a previsão da central reguladora do Mãe Paulistana para a realização dos partos
O programa Mãe Paulistana oferece o pré-natal nas UBS, que incluí consultas mensais com o obstetra, exames de laboratório e ultrassom. Para que as futuras mães não faltem às consultas é oferecido o bilhete de transporte gratuito. Elas são, ainda, orientadas a visitar as maternidades, onde fazem o cadastramento e recebem a previsão de data para o parto. Logo após o nascimento do bebê, recebem o enxoval e têm garantidas as consultas com o pediatra, durante o período de um ano. Até agora, foram distribuídos mais de 370 mil bilhetes para transporte gratuito.
Estudo da Saúde traça perfil de pacientes hipertensos
Levantamento aponta que 81,6% pacientes têm um familiar de primeiro grau com hipertensão
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Estudo realizado pela Secretaria de Estado da Saúde, por meio do Hospital Ipiranga, traçou o perfil dos pacientes hipertensos atendidos no Ambulatório de Hipertensão Arterial. Os resultados mostram predomínio do sexo feminino (63,4%); a maioria dos pacientes (64,9%) tem mais de 50 anos e o histórico familiar de hipertensão foi positivo em 81,6% dos casos. O ambulatório atende cerca de 900 por ano.
Durante as entrevistas, quando questionado sobre antecedentes patológicos pessoais, a dislipidemia (altos níveis de gordura circulando no sangue) foi a patologia encontrada com maior freqüência, em 46,4% dos pacientes; em seguida diabetes, em 14% dos entrevistados; AVC (acidente vascular cerebral) em 7% e infarto agudo do miocárdio em 5,6% dos pacientes.
Quanto aos antecedentes patológicos familiares, 81,6% pacientes disseram ter um familiar de primeiro grau com hipertensão, 50,7% tinham familiares com história de AVC e 35,2% com história de infarto agudo do miocárdio.
Em relação ao hábito de fumar e consumir álcool, a maioria dos pacientes negou tê-los. Sobre a prática de atividade física, 39,4% dos pacientes praticavam alguma atividade física de forma regular (três vezes ou mais por semana), e a maioria, 55%, eram sedentários. O tipo de atividade mais comum foi a caminhada.
Sobre seguir a prescrição médica, 88,7% dos pacientes afirmaram que tomavam a medicação conforme fora indicado pelo médico e 11,3% dos pacientes diziam que não tomavam a medicação de acordo com o que havia sido prescrito. Dentre estes, a maioria dizia esquecer de tomar a medicação durante o dia.
Afirmaram fazer controle da dieta (dieta hipossódica, com baixo teor de sal) 73,2% dos pacientes. Os outros 26,7% não faziam um controle dietético adequado por várias razões, as mais freqüentes foram: paladar sem sabor, alimentavam-se fora de casa, dificuldade para preparar dois tipos de comida ou não aceitação da dieta pelos outros moradores da casa. O fato de haver mais mulheres atendidas deve-se, provavelmente, a elas serem mais conscientes que os homens em relação à sua doença.
“A hipertensão é uma doença que pode não apresentar sintomas, mas traz graves conseqüências à saúde. Por isso é importante a população ficar atenta a esse mal” explica Fernando Lara Roquete, diretor do ambulatório e orientador do estudo.
A hipertensão arterial é considerada um importante fator de risco para doença aterosclerótica, acidente vascular cerebral e infarto do miocárdio. Sabendo-se que as doenças cardiovasculares ocupam o primeiro lugar em causas de morte no Brasil, dá-se reconhecimento à hipertensão como importante problema de saúde pública.
Assim, o benefício do tratamento pode ser aferido por redução da incidência de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e outros eventos cardiovasculares. A redução da pressão arterial é certamente o principal mecanismo pelo qual se promove a prevenção da doença cardiovascular.
Além do tratamento medicamentoso prescrito pelo médico, é importante que pacientes hipertensos modifiquem o estilo de vida, o que inclui a redução do peso, prática regular de atividade física, dieta enfatizando consumo de frutas, verduras, alimentos integrais, leite desnatado e derivados, quantidade reduzida de gorduras saturadas e colesterol, maior quantidade de fibras, potássio, cálcio e magnésio, associada à redução no consumo de sal, ingestão moderada de álcool, abandono do tabagismo e controle do estresse psicoemocional.



