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  • ARTIGO EDUCAÇÃO: “Respeito é bom! Isso se ensina?”

    Sônia R. P. GP. Pinheiro

    Nem bem começou o ano letivo e já alguns alunos estão “tirando as manguinhas de fora”. Também pudera, é só mau exemplo que se vê.

    A televisão mostra as crianças e os jovens dando as cartas; fazem malcriação e chantagem, respondem mal e fogem de casa.

    Para onde se olha não se vê muita coisa boa a ser imitada.

    Outro dia um menino estava se desmanchando em lágrimas no pátio da escola porque seus colegas de classe se riem dele. Ele usa óculos com lentes muito grossas.. Tentamos acalmá-lo e caro custou. Chamamos os meninos que participaram do fato. Levaram um caminhão de broncas, mas para nós ficou a impressão de que eles não sentiram de fato que estavam fazendo coisa errada.

    Chamam a isso de bullying. Fica chique utilizar uma palavra em inglês para nomear esse abuso que os alunos sofrem com muita frequência.

    Para combater essa prática maldosa somente uma forte educação no lar. Na primeira vez que a criança aponta algum defeito em outra pessoa deve ser repreendida. Depois que o costume se instala, nada há mais a fazer.

    Lidamos com situações do tipo que falamos acima quase todos os dias. Essa prática desagradável começa assim que os alunos vão ficando maiores, lá pela terceira ou quarta série e fica muito séria nas séries posteriores, quando as ofensas se tornam muito graves. Fico admirada e assombrada com o tipo de palavreado que alguns alunos usam. Muitas vezes eu lhes pergunto se eles falam isso em casa. Eles dizem que não, mas já vi pais falando cada frase que chocaria qualquer juiz de futebol ou freqüentador de botequim. São os exemplos.

    Como é difícil ensinar matemática, gramática, química e física. Mas como é fácil aprender um palavrão novo ou uma forma de provocação.

    Falta alguma coisa na criação de nossos meninos de hoje. Alguns diriam que faltam palmadas. Por um lado, se pancada resolvesse de fato, as cadeias estariam vazias. Outros dizem que as crianças estão cheias de direitos. Por outro lado nos lembramos da criação que tivemos, quando nosso direito era nenhum e isso era muito doloroso.

    Nosso desafio é, portanto, educar essas crianças e jovens no tempo atual, quando eles sabem que têm direitos, mas às vezes se esquecem dos seus deveres e dos direitos dos outros. Devemos nos empenhar cada vez mais. Às vezes é muito importante parar a aula para uma conversa séria. Não é perda de tempo, como pensam alguns. É atitude necessária, que ajuda na formação global de nossos educandos.

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