Jeitinho...
É... cresci ouvindo que tudo no Brasil começa depois do carnaval: Trabalhos, escola, quitação de dívidas... Muita gente usa esse jargão como desculpa para adiar o que tem que fazer, ou seja, a boa e velha procrastinação.
Mas aí logo vem o “jeitinho brasileiro de ser” para tentar resolver e descascar esse abacaxi! Além de deixar tudo para a última hora, outra característica comum que vemos diariamente do “jeitinho de ser” é furar fila, trafegar pelo acostamento, pegar os atalhos mais improváveis para escapar do engarrafamento, deixar para um outro dia um exame médico, trabalhar pouco e querer ganhar muito, dentre muitas outras definições.
O jeitinho brasileiro de ser é tão comum que me atrevo até a dizer que é uma “marca nacional”.
Esse “jeitinho” está presente no nosso dia-a-dia. Digamos que é uma expressão tipicamente brasileira. Um modo de agir usado para driblar normas e convenções sociais. Mas, nem todo jeitinho é negativo. Ele, em sua maioria é visto de uma perspectiva positiva: inventividade/criatividade, função solidária, além do seu lado conciliador. Tem pessoas que conseguem usar essa inventividade pra fazer coisas de caráter prático, ajudar a outras pessoas, construir coisas dentro da legalidade, mas a maioria das pessoas realmente o fazem de maneira negativa, pra conseguir de maneira mais fácil um objetivo que seria árduo atingir.
Nos dias de hoje não podemos deixar para amanhã o que podemos fazer agora. É arriscado. Arriscado porque pode te dar um prejuízo financeiro, pode fazer você perder um emprego, se prejudicar na escola, pode agravar seu estado de saúde. A custo do que? De simplesmente querer adiar algo para um outro prazo?
Nós brasileiros estamos acostumados a ralar, a trabalhar duro pelo que queremos, por isso em tempos difíceis estamos sempre preparados para com nossos esforços poder superar as dificuldades.
Mas não vamos estragar tudo isso que construímos usando o “jeitinho de ser” negativamente...
Mas não há quem nunca deu seu jeitinho para resolver algo. Não há um brasileiro que poderá dizer que nunca deu um jeitinho em nada.
O jeitinho está enraizado na cultura brasileira. Não tem jeito, é cultural.
Boa Leitura!


